Agrupamento de Escolas Dr. José Leite de Vasconcelos

 

A educar desde 1977

No passado dia 1 de junho, os alunos do secundário inscritos na disciplina de EMRC finalizaram a etapa deste ano letivo com uma visita de estudo ao mosteiro de Mire de Tibães e a Braga, a cidade dos arcebispos.

Já o sol raiava quando saímos da escola, por volta das 7h45 minutos e, depois de cerca duas horas de viagem, acompanhados pela paisagem característica do Norte do país e pelas canções interpretadas por alguns alunos, chegámos a Mire de Tibães e entrámos no Mosteiro, acompanhados pelo nosso guia. Fomos conduzidos até à nave central da igreja e foi aí que ouvimos atentamente a história desse conceituado mosteiro português. A origem do mosteiro de Mire de Tibães remonta ao final do séc. X e início do séc. XI. Ao longo do tempo, o mosteiro foi-se modificando e alcançou enorme notoriedade e poder quando, em 1110, recebeu a Carta de Couto (carta de doação da terra à Igreja) de D. Henrique. Durante o séc. XVI tornou-se a “Casa Mãe” da congregação de São Bento em Portugal e no Brasil, sublinhando a sua importância a nível nacional. No séc. XVII, passa por algumas modificações arquitetónicas e o estilo românico dá lugar a um estilo marcado pelo Barraco e Manuelino. Com a extinção das ordens religiosas, a partir do séc. XVIII, o mosteiro ficou ao abandono e só nos finais do séc. XX é que se inicia a recuperação do seu património, sendo agora lugar de paz e descanso.

Após o relato do guia e a visita de conhecimento da igreja, deslocámo-nos ao coro alto, depois aos belos claustros e observámos os jardins do mesmo. Seguimos para a sacristia onde, há muitos séculos atrás, os monges se vestiam e preparavam a Eucaristia. Subimos ao piso superior e ficámos a conhecer os aposentos do abade e os quartos dos monges, onde estudavam e descansavam quando não estavam a rezar.

Seguimos para o exterior onde fomos presenteados com uma bela vista sobre os mais de 40 hectares de paisagens e terrenos pertencentes ao mosteiro. Atravessámos os belos jardins e campos de cultivo e chegámos à escadaria das 7 Fontes. Prosseguimos e chegámos a um lago digno de cenário de filme encantado. Tudo ali parecia mágico … Regressámos ao mosteiro e atravessámos a sala de refeições até à cozinha.

Finda a visita a este espaço sagrado, regressámos ao autocarro com rumo ao Santuário do Sameiro. Foi aí que almoçámos, nos parques arborizados lá existentes. Como os professores nos deixaram à vontade, fomos conhecendo os recantos do Santuário. Entrámos na igreja de Nossa Senhora do Sameiro e tivemos o nosso momento de oração e de paz de espírito. Tudo era belo e a sua arte encantava-nos. Percorremos o recinto exterior e aproveitámos para tirar fotografias junto à escadaria principal e perto de dois altos pilares com duas esculturas do Sagrado Coração de Jesus e de Maria. Fomos presenciados com uma vista fantástica sobre a cidade de Braga.

O tempo era escasso e após este momento de paz, regressámos ao autocarro e seguimos a nossa visita com destino ao Santuário do Bom Jesus de Braga. Situado numa colina sobranceira à cidade, é local de grande interesse turístico e religioso. Foi construído segundo o estilo barroco e tem ainda presença de marcas do estilo neoclássico. Aqui, alguns alunos aproveitaram para subir o escadório que está subdividido em três partes: Escadório dos 5 Sentidos, Escadório do Pórtico e Escadório das 3 Virtudes.

Outros preferiram ficar pelos jardins do Santuário e visitaram a curiosa gruta junto à igreja. Seguimos pelos verdes jardins e chegámos a um lago, onde os alunos mais aventureiros se atreveram a navegar. Como não poderia deixar de ser, “vimos Braga por um canudo” e visitámos a sublime igreja construída em honra do Bom Jesus de Braga. Foi um momento enriquecedor num dos muitos conhecidos locais de peregrinação do nosso país.

Seguimos até ao centro histórico de Braga. Passeámos pelas ruas e, infelizmente não entrámos na Sé, sede de bispado, porque estava a ocorrer um casamento. Mesmo assim, percorremos o recinto exterior e não deixámos de reparar na imponência do local.

Passámos pelo Arco da Porta Aberta, o qual deu origem à expressão “És de Braga?” e fomo-nos abrigando da chuva que teimava em cair sobre a cidade.

Ao final do dia, passámos por um centro comercial da cidade e aproveitámos para fazer algumas compras.

Regressámos a casa com a sensação de que cumprimos mais uma missão com sucesso. Encontramo-nos no próximo ano letivo!

(por Liliana Pinto 11ºB)
Junho de 2018

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